24 - Poema de Bob Dylan - Blowin' in the Wind - Soprando no Vento.
Poema de Bob Dylan
Blowin' in the Wind - Soprando no Vento
Quantas estradas uma pessoa precisa andar Para que possam nela confiar?
E quantos mares uma pomba branca precisa cruzarPara que ela possa na areia descansar?
E quantas balas precisam ser atiradas
Para que as armas sejam enfim controladas?
A resposta, meu amigo, está soprada ao vento
Flutuando a caminho do total esquecimento.
E quantos anos uma montanha pode existir
Antes que as ondas do mar a façam partir?
E quantos anos uma pessoa precisa viver
Até que ela seja livre para ser quem bem entender?
E quantas vezes uma pessoa pode virar sua cabeça
Ignorando qualquer coisa que aconteça?
Quantas vezes uma pessoa precisa olhar para cima
Para ser capaz de enxergar o céu com estima?
E quantos ouvidos uma pessoa precisa ter
Para conseguir ouvir o choro dos que estão a sofrer?
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Bob Dylan
É um dos músicos e compositores mais influentes da história, conhecido por transformar a música popular com letras profundamente poéticas e de forte teor social. Surgido na cena folk dos anos 60, ele se tornou a "voz de uma geração" com hinos de protesto como a própria "Blowin' in the Wind".
Introduziu complexidade literária e filosófica ao rock e ao folk.
Em 2016, tornou-se o primeiro músico a receber o Prêmio Nobel de Literatura por criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção americana.
Transitou por diversos gêneros, do folk acústico ao rock elétrico, gospel e blues.
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A música "Blowin' in the Wind"
É um profundo questionamento filosófico sobre a condição humana, abordando a persistência das injustiças e a apatia social diante do sofrimento alheio. Através de metáforas naturais, como o vento e a pomba branca, a letra sugere que as respostas para a paz e a liberdade estão onipresentes, porém permanecem tão fluidas e ignoradas quanto o ar que respiramos. Em última análise, a obra funciona como um hino à consciência e à evolução ética, desafiando a tendência humana de "virar a cabeça" para não enxergar a realidade dos conflitos e da opressão.
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Versão em Português de Diana Pequeno
Versão em Português de Zé Ramalho
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Versão em inglês de Jessica Rhaye
Versão em italiano de Barbara Zanetti
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