17 - Laços entre Israel e a Fênix da Ásia


1. A Fênix da Ásia: Um Símbolo de Renascimento

No panteão das potências globais, onde o poder é simbolizado por animais territoriais como o Dragão (China), a Águia (EUA), o Tigre (Índia), o Touro (União Européia), o Leão (Israel) ou o Urso (Rússia), o Japão se distingue por uma criatura de força sublime: A Fênix.

Conhecida no Japão como Hō-ō (鳳凰), a Fênix é o símbolo mítico da imortalidade, do renascimento e da paz que surge da provação. Esta ave majestosa não é definida pelo seu poder de conquista, mas sim pela sua capacidade de se consumir em chamas e, invariavelmente, ressurgir das cinzas, mais forte e mais pura do que antes.

A identificação desta simbologia com o Japão é perfeita e comovente. Na história recente, o Japão passou por uma devastação quase total ao final da Segunda Guerra Mundial. Deixado em ruínas, o país não sucumbiu ao desespero. Em vez disso, ele invocou uma extraordinária disciplina nacional e um foco inigualável na inovação e na tecnologia.

A Fênix da Ásia representa, portanto, a nação que fez da sua destruição a base para o seu sucesso. Ela simboliza a resiliência inquebrável de um povo que escolheu a paz e a excelência como caminho para o poder, emergindo das cinzas como uma das maiores superpotências econômicas e tecnológicas do mundo. O Japão não é apenas forte, ele é a personificação do renascimento perpétuo.

Para conhecer detalhamento sobre as potencias globais e influências transnacionais no mundo atual, veja oportunamente:

Ecossistemas de Poder

2. Relações Diplomáticas e Econômicas

As relações entre o Japão e Israel se consolidaram ao longo do tempo, especialmente nas últimas décadas, nas seguintes áreas:

  • Cooperação em Alta Tecnologia: Esta é a área mais forte. O Japão valoriza muito a inovação e a alta tecnologia (High-Tech) de Israel. Grandes empresas japonesas (como Mitsubishi, Toshiba, Softbank) investem bilhões de dólares e estabelecem centros de scouting e parcerias com start-ups israelenses.

  • Comércio: O comércio entre os dois países tem crescido continuamente, com Israel exportando muitos equipamentos médicos, ópticos e produtos de tecnologia para o Japão.

  • Postura Política: O Japão busca atuar como mediador e tem uma política externa que frequentemente busca o equilíbrio, apoiando a solução de dois estados no conflito israelo-palestino, o que por vezes causa tensão com Israel.

3. Ligação Histórica e Humanitária

Existe um episódio histórico importante que criou uma conexão duradoura. Durante a Segunda Guerra Mundial, o diplomata japonês Chiune Sugihara serviu como vice-cônsul na Lituânia. Desafiando as ordens de seu governo, ele emitiu milhares de vistos de trânsito para judeus que fugiam do Holocausto. Essas pessoas, e seus descendentes, são conhecidas como os "Vistos de Vida de Sugihara". Essa ação heroica é uma fonte de grande boa vontade e honra para o Japão na comunidade judaica. Chiune Sugihara passou a ser chamado o "O Schindler Japonês".

4. Ligação Religiosa e Cultural (Makuya)

Um dos laços mais profundos e incondicionais entre Israel e Japão hoje é o do movimento Makuya, que se expressa nos seguintes aspectos:

  • Apoio Incondicional: O Makuya é um movimento religioso japonês que expressa amor e apoio inabaláveis a Israel e ao povo judeu, com base em suas interpretações da Bíblia.

  • Intercâmbio e Peregrinação: Eles organizam viagens frequentes a Israel, enviam estudantes para aprender hebraico e trabalhar em kibbutzim, e até plantaram o "Makuya Forest" em Israel. O coral Makhelat Hashachar é uma manifestação cultural direta dessa forte devoção.

A ligação do Japão com Israel é, assim, uma mistura de interesse econômico de alta tecnologia, um precedente histórico humanitário e um forte movimento de base religiosa (o Makuya).

5. Makuya

O movimento Makuya, fundado após a Segunda Guerra Mundial por Abraham Teshima, tem um foco central na Bíblia Hebraica (o Antigo Testamento) e um profundo amor e apoio incondicional ao moderno Estado de Israel e ao povo judeu.

Eles acreditam que o hebraico é a língua sagrada original na qual Deus se revelou. Cantar em hebraico faz parte do seu esforço para se conectar diretamente com a Bíblia e suas raízes espirituais.

Membros do Makuya fazem peregrinações regulares a Israel e enviam seus jovens para estudar em kibbutzim e universidades israelenses, aprendendo hebraico e se aprofundando na cultura.

6.  A Performance Virtual  do MAKELAT HASHACHAR JAPAN (כשהלב בוכה)

Bela Música em hebraico no contexto dos laços entre o Leão e a Fênix

O Grupo Makhelat Hashachar (Coral do Amanhecer) do Japão está associado ao movimento Makuya. Eles são japoneses cristãos (não-denominacionais) com uma teologia única. Por causa de sua devoção inabalável a Israel, à Bíblia Hebraica e à busca pela conexão com a "língua de Deus". O nome do movimento, Makuya, é a tradução japonesa da palavra hebraica para Tabernáculo (Ohel Mo'ed - אהל מועד).

O vídeo abaixo é uma performance virtual da canção "Shehalev Boche" (כשהלב בוכה - Quando o coração chora), interpretada por esse Coral "Makhelat Hashachar" (מקהלת השחר) do Japão.


7. letra da música "Shehalev Boche" (כשהלב בוכה) em português

Quando o Coração Chora

Mesmo se as portas dos generosos forem trancadas, As portas do Alto (do Céu) nunca serão trancadas. Se forem trancadas, se forem trancadas, Deus vive, Deus vive. Se forem trancadas, se forem trancadas, Deus vive.

Tu sabes que eu Te amo, como ninguém mais, como ninguém mais em minha oração.

As criaturas vivas que correram e voltaram, Desde o dia da Criação elas estão contidas. Mesmo se as portas dos generosos forem trancadas...

O Significado Central

A canção é essencialmente uma expressão de fé inabalável.

O ponto principal está na primeira estrofe: em momentos de desespero, quando a ajuda humana falha ("as portas dos generosos estão trancadas"), o indivíduo se volta para o divino, pois as "portas do Céu" (a conexão com Deus) permanecem sempre abertas. A repetição de "El Chai" (Deus vive) serve como um mantra de esperança e certeza.

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